O Google liberou de graça um modelo de IA médica

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O Google liberou de graça um modelo de IA médica.
Ele roda no servidor do hospital.

Chama MedGemma. A versão 1.5 está disponível desde janeiro, com peso aberto, gratuita para pesquisa e uso comercial sob licença própria do Google. O dado do paciente não precisa sair de casa.

O modelo lê tomografia e ressonância em cortes, lâmina de patologia em pedaços e raio-X de tórax comparando com o exame anterior. Marca achados no raio-X, extrai valores de laudo de laboratório e responde pergunta sobre o prontuário. No mesmo pacote veio o MedASR, transcrição de ditado médico, só em inglês.

Já tem caso real. Na Malásia, uma healthtech e o Ministério da Saúde colocaram o modelo em cima de mais de 150 diretrizes clínicas nacionais. Mais de mil profissionais usam por mês desde julho de 2025. Em Uganda, uma versão reduzida roda sem internet num celular de entrada, em 15 unidades de saúde.

No Brasil, não achei um hospital usando. E tem um dado que explica parte disso. Pesquisadores da UFRJ testaram a versão maior do modelo em 2.892 relatos de caso brasileiros. Em inglês, acertou o diagnóstico em 52% dos casos. Em português, 40%.

O modelo virou a parte barata. Dado em português, validação local e governança seguem sendo trabalho do hospital.

A inteligência ficou grátis. A cozinha continua cara.

Fontes: Google Research (13 de janeiro de 2026), ficha técnica do MedGemma 1.5, casos publicados pelo Google (Malásia e Uganda), estudo ClinicalBr (UFRJ, junho de 2026), Resolução CFM 2.454.

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